Sunday, March 08, 2009

Demais

pensava que os dias viriam sempre acompanhados do tic-tac do relógio. enganei-me.

se há dias que nos fogem num ápice, a mostrar que a vida não espera por uma segunda oportunidade; há dias que ficam repousados na penumbra de um resgate que não chega.

foi um dia assim, maior que o próprio tempo, que me apanhou desprevenida. um dia que, ao nascer, não saudou o sol nem se despediu das estrelas, pois sentia-se demasiado só para querer a companhia dos astros. um dia com tantas pessoas quantas aquelas que não desejava ver, nem ouvir, pois apenas o som do silêncio parecia acalmar o turbilhão inquieto das feridas que voltaram a abrir.

um dia que durou mais do que as 24 horas ditadas pelo destino. um dia que não se cansou mesmo com a dormência causada pela intensidade que vivia dentro de si. um dia que não quis passar sem a certeza de ser recordado, um pouco mais adiante.

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